Seguidores

Ao analisar os objetivos deste blog, conclui não ser ele um blog útil. Daqueles que avaliam locais ou indicam boas compras, Ele apresentará apenas comentários, ideias e ideais de alguém que jamais pretendeu ser conselheiro ou exemplo ou pessoa de sucesso ou um grande homem. Pretendi e pretendo apenas ser coerente comigo mesmo e, se for o caso, arcar com as consequências. Pretendi e pretendo apenas não seguir na vida aplaudindo o que deve ser vaiado, concordando com o que não merece concordância e coisas assim. Sempre estarei à disposição para conversar, mas como não gosto de imposições, nunca serei impositivo. Acredito que a vida de adultos é responsabilidade dos adultos, suas decisões de vida não são minhas ou de quem quer que seja.

Escrevi o texto abaixo como segundo a ser postado e dei a ele o subtítulo “Para que não digam que não me apresentei”. Desisti do subtítulo, reservei o texto para publicar mais tarde. Escrevi o texto número três e percebi que antes dele precisaria publicar o dois. Por isso a introdução.

A mim desagrada a palavra seguidor quando aplicada aos que leem regularmente blogs. Pensando melhor, a mim desagrada a palavra seguidor, sob qualquer contexto.

A palavra sugere a mim pessoas que se comportam como caminhantes vendados vagando por caminhos desconhecidos e que seguem quaisquer indicações de rota recebidas. Não pensam, não analisam, não associam, não aplicam experiências vivenciadas, não concluem; apenas aceitam, como dogmas, porque, dizem, dogmas devem ser aceitos, não analisados ou discutidos. O que vier é lucro, ou prejuízo, pouco importa. Importa seguir, obedecer. Como diz o ditado, bom cabrito não berra.

Melhor seria usar a palavra leitores. Afinal a forma de contato entre blogueiro e seguidor é a mesma daquela entre redator e leitor.

Desejo mesmo ter em meus poucos leitores pessoas que concordam ou não comigo, que não leiam, pela leitura, o que está escrito ou sigam na vida passivamente. Desejo leitores que critiquem construtivamente ou não, pois daí emerge o nosso aprimoramento pessoal. Melhor uma crítica do que cem elogios. Mesmo uma crítica não fundamentada contribui mais do que elogios. Elogios podem nos envaidecer, mais nada. Críticas nos levam a pensar em suas razões e, pensando nas razões da crítica, nos tornamos melhores ou piores, mas mudamos.

Desejo ter leitores não comprometidos com a correção política, pois a distância entre a hipocrisia e o politicamente correto é tão pequena que às vezes tenho a impressão de ser impossível a um ser politicamente correto não ser hipócrita.

A palavra blog também não me agrada. Não pela palavra em si, mas pelo excesso de anglicismos por aqui usados ou, mais recentemente, pelo uso direto de palavras da língua inglesa em frases ditas ou redigidas primordialmente em português. O que se está conseguindo com tal procedimento é comprometer ainda mais a compreensão de muitos, o que não é em nada conveniente em um país que investe em ignorância há mais de cinco séculos. Quando o uso de palavras de língua da moda é visto como erudição, nada mais se pode fazer contra tal manifestação de ignorância. Mas, mesmo assim, continuo. Porém escreverei blog, post etc.

Esta é minha segunda publicação longa, ou meu segundo post. Se publicações curtas também são posts; acredito que sejam; já passei do número dois. Leva tempo produzi-los, mas é uma forma agradável de expor ideias, sentimentos e sensações pessoais e espero retroalimentação por parte dos leitores.

Talvez nem todos saibam o que é retroalimentação. Em new portuguese retroalimentação é igual a feedback.

Saúde e alegria a todos.

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