Santayana

Aqueles que se esquecem do passado estão condenados a revivê-lo.  George Santayana (1879 – 1955) 

Por ter vivido em Munique e pela sábia recusa da Alice em acompanhar ao campo de concentração de Dachau os que nos visitavam e desejavam visitá-lo, estive lá umas sete ou oito vezes. Dachau é uma cidade pequena, fundada no século X, próxima de Munique e a cerca de 20 quilômetros de onde morávamos. A cidade ficou conhecida por ter em sua área o primeiro campo de concentração da Alemanha nazista, colocado em operação poucas semanas após o nazismo chegar ao poder. Após a segunda guerra mundial, o campo de concentração foi transformado em campo de refugiados e a partir da década de 1960 foi ali erigido um Memorial, aberto à visitação pública. Ao iniciar o circuito de visitação entra-se no antigo alojamento dos oficiais, um salão amplo e de pé direito elevado. Na parede oposta lê-se a frase de Santayana, imensa, gravada no alto da parede e ocupando toda a sua largura. Depois de lê-la pela primeira vez, jamais a esqueci. Estou convencido que os alemães pensantes, a absoluta maioria, jamais a esquecerão também, para todo o sempre.

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