Diálogos 3

Em Mudanças, de 27.12.15, apresentei as razões que me levaram aos Diálogos. Em Diálogos 1 – preâmbulo, de 10.1.16, iniciei a publicação dos diálogos escritos a partir de 29/3/82. Recomenda-se ler os diálogos a partir do primeiro.

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Mudança de personagens: Como o software da WordPress numera sequencialmente as frases, fui levado a alterar os personagens de 1, 2, 3 para P1, P2, P3 …

Resumo: Os temas, escritos ao sabor das ondas, serão desordenados e sem títulos.

P1. Espere aí, sabor de quais ondas se estamos pelo menos 300 quilômetros da praia mais próxima?

P2. Ora. Isto é apenas uma figura de linguagem.

P1. Mesmo? E o que é isso?

P2. Figura de linguagem? É simples de explicar e para evitar confusões darei um exemplo concreto. Figura de linguagem é o uso de uma palavra ou expressão que, mesmo não se coadunando ao assunto, explica claramente a ideia emitida. Ao sabor das ondas não significa que os diálogos serão escritos em um barco navegando em mar revolto, porém os temas dos diálogos, ou melhor, os temas do diálogo não serão orientados.

P1. Não entendi bem.

P2. Com o exemplo tudo ficará mais claro. Tomemos o caso brasileiro. O desemprego campeia a solta, a recessão é uma realidade. O crescimento da economia é negativo. Mesmo assim o governo está convencido de ser “a única solução plausível para o país”.

P1. É, mas o exemplo entra em choque com a definição anterior. “A única solução plausível para o país” se coaduna muito bem ao assunto.

P2. Achas?

P1. Esse negócio de ficar criticando de longe até que é bem cômodo. Critica-se uma situação que não se vive e não se é indagado sobre soluções.

P2. Concordo, mas o grande problema é saber se de perto eu teria condições de ver as coisas como hoje as vejo. Talvez deturpadas pela distância e pela ausência prolongada. Talvez, porém, facilitada pela vida regulada e sem ambições que me é oferecida pela impossibilidade de almejar o que está além de DM 1 600,00 por mês. Também pela incapacidade do chefe em definir o que eu devo fazer e, também, por meu desinteresse crescente pelos chefes. Além disso, o que fazer no Brasil?

P1. Ora, filie-se a um partido político! Se você não está de acordo com a forma que o seu país é governado, filie-se à oposição.

P2. Qual partido, por exemplo?

P1. PMDB.

P2. Estás brincando? Aquilo já era passível de dúvidas antes de absorver o PP, agora então virou uma piada. Porém o PMDB oferece uma vantagem que os estrategistas do governo ainda não perceberam. Pela variedade de tendências políticas e direcionamento ideológico (existe ideologia no Brasil?) o PMDB é o único partido em condições de ser simultaneamente governo e oposição, objetivo de há muito perseguido pelo atual governo dos últimos muitos anos.

P1. Certo, PT então!

P2. Foi minha ilusão mais recente. Depois que o presidente do partido, Lula, declarou ser a favor de uma solução a la Nicarágua para o Brasil, perdi o interesse. Não suporto mais macaqueações.

P1. PDT, PTB ainda estão por aí. Em um partido pequeno …

P2. Muito obrigado. Sob chefia de ex lobisomem da revolução no PDT e ainda com ajuda do SPD alemão; ou então sob chefia da esbelta Ivete Camaleão, não.

Continua

 

Nota: Ex lobisomem da revolução e, então presidente do PDT, Leonel Brizola, por muitos considerado o governador que iniciou a destruição do Rio de Janeiro. A esbelta Ivete Camaleão, Ivete Vargas, filha de uma sobrinha do ditador e depois presidente do Brasil, Getúlio Vargas.

 

Saúde e alegria a todos

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