Diálogos 11

Em Mudanças, de 27.12.15, apresentei as razões que me levaram aos Diálogos. Em Diálogos 1 – preâmbulo, de 10.1.16, iniciei a publicação dos diálogos escritos a partir de 29/3/82.

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 Adendo

Nem sempre o que se escreve retrata a nossa crença.  Às vezes retrata uma reação a um estado de coisas tornado inaceitável e que ao ser apresentado na forma de aberração objetiva demonstrar o desconforto de quem escreve. O que aqui se inicia retrata a minha crença de 1982, que se mantém em 2016 e se manterá para sempre. O que escrevi sobre o Esquadrão Herodes, a ser estruturado nos Diálogos 12 e 13, expresso pelo debatedor P1, corresponde exatamente ao descrito nas duas primeiras frases. O Esquadrão Herodes foi escrito em 1981 e é uma reação ao que se fazia à época e se mantém até hoje e que levou ao estado de insegurança plena em que agora vivemos, isto é, poderia muito bem ter sido escrito hoje. O Esquadrão é uma proposta de solução simples e absurda, típica dos desejos do poder constituído, melhor chamado de poder incompetente, a qual eu jamais apoiaria. Este poder incompetente não atua para resolver problemas, quaisquer que sejam eles, desde sempre. O problema de segurança, porém, deve ser computado quase integralmente aos omissos que governam o estado de São Paulo e os demais estados  e o próprio Brasil desde a década de 1950. Os governadores de São Paulo estão indicados a seguir. Jânio da Silva Quadros (1955-1959), Carlos Alberto de Carvalho Pinto (1959-1963), Ademar Pereira de Barros (1963-1966), Laudo Natel (1966-1967), Roberto de Abreu Sodré (1967-1971), Laudo Natel (1971-1975), Paulo Egydio Martins (1975-1979), Paulo Salim Maluf (1979-1982), José Maria Marin (1982-1983), André Franco Montoro (1983-1987), Orestes Quércia (1987-1991), Luis Antônio Fleury Filho (1991-1995), Mário Covas (1995-1999) (1999-2001), Geraldo Alckmin (2003-2006), Cláudio Lembo (2006-2007), José Serra (2007-2010), Alberto Goldman (2010-2011), Geraldo Alckmin (2011-2015) (2015 – em exercício) (1). O governador de São Paulo pleiteia candidatar-se à presidência do Brasil, o ex-governador Serra, hoje ministro das relações exteriores, também pleiteia a candidatura à presidência. O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, idem. O ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva pretendia. Estamos bem, Brasil.

Final

 

P2. Também um crime os seus versinhos. Mudando de assunto, o que você pensa sobre a criminalidade no Brasil?

 

P1. Incapacidade do governo, apenas. Recursos para acabar com o a criminalidade existem, tanto materiais quanto logísticos. Falta apenas um pouco de criatividade, só isso.

P2. Concordo em parte. Não há dúvida que falta criatividade ao governo, e muito mais, mas você não deve esquecer que a situação da economia brasileira é pouco confortável. Não há dinheiro disponível para obras sociais, o que há está disponível para pagar dívidas e juros de dívidas. Além disso os recursos; também para pagar viagens de ministros conseguirem novas dívidas, digo empréstimos, para pagar velhas dívidas, servem para pagar a propaganda para convencer o povo de que as dívidas foram feitas em seu benefício (do povo, não da propaganda). Com que dinheiro, então, resolver o problema? Não há dinheiro disponível para obras sociais, o que há está disponível para pagar dívidas internas, isto é, enriquecer mais e mais os bancos credores e os corruptos do Brasil (versão 2016).

P1. Calma! O problema da criminalidade no Brasil é para ser resolvido ao longo do tempo. Pelo menos em uma geração, cerca de 25 anos. Se correr tudo bem, os primeiros resultados serão sentidos em cerca de 10 anos a partir da implantação de meu projeto. E os gastos para colocar o projeto em movimento seriam insignificantes, pois toda a infraestrutura já está â disposição. E paralelamente uma série de outros benefícios sociais adviriam. Redução da pobreza, redução dos bairros periféricos, redução do índice de natalidade, aumento da renda per capita do país, aumento do número de veículos per capita no país, aumento do número de eletrodomésticos per capita no país, aumento do número de políticos per capita no país, aumento do número de tudo per capita no país, aumento até do per capita per capita no país. Uma maravilha!

P2. Você não deve se esquecer que o controle da natalidade é mal visto no Brasil.

P1. E que nós somos o maior país católico do mundo. E que a Igreja Católica condena o controle da natalidade. Eu sei! Mas o meu projeto não se relaciona com controle de natalidade, ou melhor, nada tem a ver com isso.

P2. A única forma de aumentar o qualquer coisa per capita é reduzir o número de capitas no país. Ou então aumentar o produto …

P1. Nada de aumentar o produto nacional bruto ou delicado ou o que quer que seja. O meu projeto objetiva reduzir o número de capitas.

P2. Mas então só com controle de natalidade!

P1. Explico o projeto em detalhes. Ele poderia até ser lançado como um dos famosos projetos IMPACTO, que consagraram o milagre brasileiro do primeiro período Delfim Neto. Rádio, TV e jornal à disposição do governo para a grande campanha nacional de imobilização dos pobres e paupérrimos.   A SOLUÇÃO PARA O BURACO BRASILEIRO!

Continua

(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_governadores_de_S%C3%A3o_Paulo

Nota: Em algumas frases são referenciadas situações políticas, trajes, comportamentos e posturas típicas da época em que os diálogos foram escritos, primeira metade da década de 1980. Algumas delas tornaram-se moda, como barba mal aparada, uso de óculos Ray-Ban, governantes incompetentes. Outras, como bons modismos, desapareceram com o passar do tempo ou passaram a ser aceitos devido às mudanças de costumes.

Saúde e alegria a todos

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