Richard Feynman sobre tecnologia

For a successful technology, reality must take precedence over public relations, for nature cannot be fooled.

Para uma tecnologia bem sucedida, a realidade deve ter precedência sobre as relações públicas, porque a natureza não pode ser enganada.

Richard Feynman

Personal observations on the reliability of the Shuttle

Observações pessoais sobre a confiabilidade do Shuttle

Appendix to the Rogers Commission Report on the Space Shuttle Challenger Accident

Apêndice ao relatório da Comissão de Rogers sobre o acidente do ônibus espacial Challenger

http://science.ksc.nasa.gov/shuttle/missions/51-l/docs/rogers-commission/Appendix-F.txt

Conheça Richard Feynman (parte de sua autobiografia “Deve ser brincadeira, Sr. Feynman”)

http://www.fis.ita.br/fis14/outros/artigos/artigos/feynman_educacao.pdf

Esta publicação inicia a categoria “geniais” no blog. As frases, comentários, análises a serem nela apresentadas serão referenciadas e creditadas a seus autores, no mais das vezes pessoas excepcionais. Deixo por conta do leitor avançar no assunto.

Graças a Deus; Deus é brasileiro

Não pretendo enveredar pelo campo minado da discussão religiosa. Já bastam as batalhas menos complexas, muitas perdidas, algumas a decidir e algumas vencidas. Importante lembrar o significado da palavra vencida. Pode ser ganha, mas também pode ser além do prazo.

Mas, como pretenso comentarista, às vezes crítico, às vezes entusiasta das coisas brasileiras, resolvi enveredar pelo caminho da expressão não ofensiva mais ouvida no país. “Graças a Deus!” e derivações, como “Se Deus quiser!, “Com a ajuda de Deus” etc.

Oh! Cara implicante. Mas não é bem isso. Ou seria? Sempre considerei muito curioso este vício ou cacoete brasileiro de não dar sossego a Deus. A primeira coisa que me ocorreu quando comecei a pensar a respeito foi o segundo mandamento aprendido no catecismo há cerca de sessenta anos. Não pronunciarás o seu Santo Nome em vão! Nem todos são religiosos; eu não sou (cuidado com interpretações!). Mas os que não param de repetir o Graças a Deus e suas derivações devem sê-lo. Caso contrário não faz sentido.

Deus existe? Se sim, e está acima de nós, e é perfeito, tudo é graças a Ele e Ele estará sempre disponível para nos ajudar. E não faz sentido ficar repetindo à exaustão que tudo é graças a Ele, porque tudo é mesmo e sempre graças a Ele.

Deus existe? Não. Então não há por que citá-lo.

A terceira alternativa seria que Deus existe e é tão falho como nós mesmos. Neste caso ele é mais um de nós e pode ser preconceituoso, mau às vezes, bom às vezes, omisso às vezes, vingativo às vezes … Esta terceira alternativa não é aceitável.

A minha impressão é que quando usam “Graças a Deus” e derivações, as pessoas estão preparando uma desculpa ou buscando um responsável para possíveis resultados inconvenientes. Eu queria, eu tentei, mas Deus não quis. E como Ele está acima de tudo e de todos, devo me conformar com o ocorrido. E algo que nós brasileiros somos é conformados. Aceitamos qualquer bugiganga, sejam coisas ou pessoas ou ações. E o Graças a Deus e derivações é uma ótima forma de conformismo.

Uma derivação ainda não citada e muito usada é a afirmação de que “Deus é brasileiro”. Permito-me, respeitosamente para com Deus, nem tanto com os brasileiros que usam a frase, analisá-la.

Como o Brasil existe há pouco mais de quinhentos anos e a humanidade há muito mais tempo, e o universo há ainda muito mais, a afirmação não faz sentido. Deus não nasceu brasileiro.

Então houve uma naturalização divina. Após a Terra de Santa Cruz ter sido batizada de Brasil, Ele passou a olhar com outros olhos para cá. E maravilhado com o que via, rios imensos, de águas límpidas e piscosas, milhares de espécies diferentes na fauna e na flora, imensas áreas cultiváveis; naturalizou-se. E, tendo se naturalizado, passou a resolver os problemas do Brasil para os brasileiros. Liberou-nos de responsabilidades e, com isso, permitiu-nos viver despreocupadamente.

Problemas? Coloque nas mãos de Deus, Ele resolve, Ele é brasileiro. Brasileiro por escolha, Ele optou pela naturalização! Não é brasileiro por imposição de nascimento! Há algo mais maravilhoso do que querer ser algo ou alguém? Ele quis ser brasileiro!

Problemas com energia? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com água? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com a Petrobras? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com dinheiro de impostos desperdiçado em transposição do Rio São Francisco, inacabada e abandonada? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com dinheiro de impostos desperdiçado na construção de estádios porcamente construídos e em deterioração acentuada após menos de um ano? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com a agricultura e a exportação de seus produtos? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas com a exportação de minérios? Deus é brasileiro, ele resolve.

Problemas? Ele resolve.

Em vista da falta de solução dos problemas citados e de muitos outros que não se resolverão sem a nossa (dos brasileiros) intervenção, tenho a certeza que Ele se cansou e trocou de nacionalidade.

 Saúde e alegria a todos.

Seguidores

Ao analisar os objetivos deste blog, conclui não ser ele um blog útil. Daqueles que avaliam locais ou indicam boas compras, Ele apresentará apenas comentários, ideias e ideais de alguém que jamais pretendeu ser conselheiro ou exemplo ou pessoa de sucesso ou um grande homem. Pretendi e pretendo apenas ser coerente comigo mesmo e, se for o caso, arcar com as consequências. Pretendi e pretendo apenas não seguir na vida aplaudindo o que deve ser vaiado, concordando com o que não merece concordância e coisas assim. Sempre estarei à disposição para conversar, mas como não gosto de imposições, nunca serei impositivo. Acredito que a vida de adultos é responsabilidade dos adultos, suas decisões de vida não são minhas ou de quem quer que seja.

Escrevi o texto abaixo como segundo a ser postado e dei a ele o subtítulo “Para que não digam que não me apresentei”. Desisti do subtítulo, reservei o texto para publicar mais tarde. Escrevi o texto número três e percebi que antes dele precisaria publicar o dois. Por isso a introdução.

A mim desagrada a palavra seguidor quando aplicada aos que leem regularmente blogs. Pensando melhor, a mim desagrada a palavra seguidor, sob qualquer contexto.

A palavra sugere a mim pessoas que se comportam como caminhantes vendados vagando por caminhos desconhecidos e que seguem quaisquer indicações de rota recebidas. Não pensam, não analisam, não associam, não aplicam experiências vivenciadas, não concluem; apenas aceitam, como dogmas, porque, dizem, dogmas devem ser aceitos, não analisados ou discutidos. O que vier é lucro, ou prejuízo, pouco importa. Importa seguir, obedecer. Como diz o ditado, bom cabrito não berra.

Melhor seria usar a palavra leitores. Afinal a forma de contato entre blogueiro e seguidor é a mesma daquela entre redator e leitor.

Desejo mesmo ter em meus poucos leitores pessoas que concordam ou não comigo, que não leiam, pela leitura, o que está escrito ou sigam na vida passivamente. Desejo leitores que critiquem construtivamente ou não, pois daí emerge o nosso aprimoramento pessoal. Melhor uma crítica do que cem elogios. Mesmo uma crítica não fundamentada contribui mais do que elogios. Elogios podem nos envaidecer, mais nada. Críticas nos levam a pensar em suas razões e, pensando nas razões da crítica, nos tornamos melhores ou piores, mas mudamos.

Desejo ter leitores não comprometidos com a correção política, pois a distância entre a hipocrisia e o politicamente correto é tão pequena que às vezes tenho a impressão de ser impossível a um ser politicamente correto não ser hipócrita.

A palavra blog também não me agrada. Não pela palavra em si, mas pelo excesso de anglicismos por aqui usados ou, mais recentemente, pelo uso direto de palavras da língua inglesa em frases ditas ou redigidas primordialmente em português. O que se está conseguindo com tal procedimento é comprometer ainda mais a compreensão de muitos, o que não é em nada conveniente em um país que investe em ignorância há mais de cinco séculos. Quando o uso de palavras de língua da moda é visto como erudição, nada mais se pode fazer contra tal manifestação de ignorância. Mas, mesmo assim, continuo. Porém escreverei blog, post etc.

Esta é minha segunda publicação longa, ou meu segundo post. Se publicações curtas também são posts; acredito que sejam; já passei do número dois. Leva tempo produzi-los, mas é uma forma agradável de expor ideias, sentimentos e sensações pessoais e espero retroalimentação por parte dos leitores.

Talvez nem todos saibam o que é retroalimentação. Em new portuguese retroalimentação é igual a feedback.

Saúde e alegria a todos.